
Pacientes, os livros.
Silenciosos aguardam
que libertes
suspiros e pássaros
que habitam sua moradia.
Os livros são barcos,
e te deixas navegar
por tempestuosos capítulos
e reflexivas calmarias.
Certos livros mudaram
os rumos da história.
À noite, dormem de pé
em tuas estantes.
Profundos ou amenos,
em tuas mãos
fazem um ninho e ali se quedam
mansos e confidentes.
Os livros falam, cantam
aos que sabem ouvir
seus secretos murmúrios.
Quantos poemas
tatuaram tua alma?
Uma biblioteca
é um palco onde se movem
trágicos e glosadores.
Ao término de sua leitura,
suavemente
cerram-se as cortinas.
Faróis e bússolas
conduzem os livros
quando viajam no tempo.
Cada parágrafo guarda
Partículas de suor dos escribas.
Sobre o tapete dos livros
voavas qual Aladim.
Hoje tens neles
tuas hélices e travesseiros.
Luiz Coronel
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