quinta-feira, 24 de abril de 2008

Soneto nº 116


Que eu não veja impedimento
Na sincera união de duas almas.
Não é amor aquele que,
Encontrando modificações, se modifica
Ou diminui se o atinge o desamor do outro.
Oh, não! O amor é para sempre
E enfrenta ileso as piores tempestades.
É a estrela guia para cada barco errante,
De brilho intenso, mas valor secreto.
O amor não depende do Tempo
Não escolhe nem dia nem hora
Mas resistirá ao limiar da Morte.
E, se provar que estou errado,
Nunca fiz versos, nem jamais alguém terá amado.

William Shakespeare

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