Vivíamos só nós trêsna casa grande da Rua Nina.
Minha mãe, Totó e eu.
À noite havia estalidos
por todos os cantos da casa.
Eram os fantasmas
do meu pai, do me avô
e também da avó Paulina
que caminhavam pelos corredores.
Eram almas amigas, dizia comigo,
e abraçava Totó entre as cobertas.
Medo? Eu não tinha medo, não.
Era por causa do Totó,
que não era conhecido deles.
Hélio Ricciardi
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